Pegue o passageiro com a mão levantada, leve-o para o outro lado da cidade antes que o tempo acabe, deixe-o na porta e vá procurar o próximo. Esse é o ciclo que suas mãos seguem em Crazy Taxi: World Tour. Saia das missões da história, pegue uma corrida, e o jogo se aproxima de algo parecido com o Arcade Mode: um cronômetro em contagem regressiva e o maior número possível de passageiros levados ao destino antes que ele chegue a zero. Tudo o que você ganha é contado em crazy money, e essa contagem é a pontuação.

Cena de embarque de um passageiro com a mão levantada

O impulso de velocidade também não está disponível desde o início da partida. Ele precisa ser conquistado, dirigindo bem e dirigindo para a plateia. O que deixa o carro mais rápido se paga com a forma como você dirige.

Chamas verdes saindo das rodas durante uma derrapagem

E não há como a pontuação cair. Os pontos entram; os pontos nunca saem. Dirigir bem pontua. Dirigir mal simplesmente não pontua.

Kenji Kanno, que dirigiu e projetou o Crazy Taxi original de 1999 e é produtor criativo deste jogo, deu uma explicação direta para isso. Um erro, segundo ele, é uma ação que não conseguiu somar pontos — não um fracasso. A positividade é o princípio que guia seu design. O que ele quer é que um jogador que acabou de estragar uma partida queira jogar outra.

A primeira cidade que a SEGA mostrou fica em West Coast

World Tour, a campanha que dá nome ao jogo, é o primeiro modo história completo que a série já teve. O trailer de revelação acompanha Axel, o protagonista histórico da série, por uma cidade que ele claramente conhece, até que um misterioso novo motorista aparece e o manda em uma viagem internacional. Kanno disse que o ponto de partida foi uma pergunta sobre o que os motoristas fariam se o próprio carro fosse roubado. Construir o jogo em torno de cinco cidades veio da vontade de fazer os jogadores sentirem que estão viajando pelo mundo.

A SEGA está revelando essas cidades uma de cada vez. A primeira, mostrada em um trailer oficial em julho de 2026, é o mapa de West Coast, uma sucessão de colinas e ruas que lembra San Francisco. A segunda, anunciada em agosto, é Germany: uma catedral, um castelo antigo e uma autobahn que se estende para além dos limites da cidade. Fachadas reais de lojas também aparecem nessa cidade, e a SEGA citou PUMA e ZWILLING entre elas. As outras três cidades ainda não foram anunciadas.

Praia de areia e uma ponte suspensa. Uma paisagem urbana que lembra San Francisco

Seis motoristas, uma rua cheia de corridas

O multijogador on-line é uma novidade para a série, e os dois modos que a SEGA já mostrou colocam os jogadores uns contra os outros. Pickup Race coloca até seis deles na mesma cidade, todos correndo contra o mesmo cronômetro, e cada um tenta completar mais corridas — e acumular mais crazy money — do que os demais. Cops ‘n’ Cabbies divide os jogadores em duas equipes. A descrição da Steam diz que os motoristas podem enfrentar amigos e outros jogadores ao redor do mundo, entre plataformas.

Cinco plataformas em 2027, e ainda sem data

Crazy Taxi: World Tour chega em 2027, ainda sem data anunciada. A SEGA está desenvolvendo e publicando o jogo internamente, para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Xbox on PC, PC via Steam e Nintendo Switch 2, e a página da Steam indica inglês tanto no texto quanto no áudio.

Começou na faixa ao lado de um engarrafamento

A recusa em subtrair pontos não é uma ideia nova. Kanno remonta essa ideia ao período logo após Top Skater, o jogo de arcade em que trabalhou antes deste, quando um gerente lhe disse que a demanda por jogos de condução era alta. A ideia em si surgiu fora do expediente. Parado no trânsito, Kanno pensou em como seria bom entrar na próxima faixa e continuar em movimento. Filmes de perseguição de carros eram populares na época, e ele disse que isso o convenceu de que havia público para a ideia.

Três coisas precisavam se alinhar

Kanno descreveu o novo jogo como resultado de três desenvolvimentos que convergiram ao mesmo tempo. Ele queria construir um modo campanha centrado na história. Um gerente lhe perguntou sobre trazer a série de volta. E a SEGA tinha uma política de reviver títulos de seu próprio catálogo. Ele também apontou o quanto os jogadores da América do Norte e da Europa vinham pedindo um retorno.

Essa demanda já havia se manifestado publicamente. O teaser que a SEGA exibiu no The Game Awards em 2023 provocou uma reação de fãs ao redor do mundo que, segundo Kanno, deu coragem à equipe. O anúncio completo veio em junho de 2026, na Xbox Games Showcase 2026, acompanhado de um trailer.

As músicas são escolhidas primeiro

Segundo Kanno, quando ele constrói um jogo de ação, a música é a primeira coisa que ele define. Para World Tour, ele passou por mais de cem faixas antes de escolher, usando o groove como critério. O jogo de 1999 usava “All I Want” e “Change the World”, do The Offspring, e “Ten in 2010”, do Bad Religion, e essas músicas se tornaram fixas para quem tinha Dreamcast e para quem jogava nos fliperamas. As três estavam na demo de World Tour. Kanno disse que o The Offspring mostrou o quanto entendia o jogo e afirmou estar satisfeito com a forma como ocorreu a colaboração.

O que não mudou desde 1999

A parte do design que não mudou é que nada é tirado de você. O que mudou é onde se dirige — em cinco cidades em vez de uma — e quantas outras pessoas disputam os mesmos passageiros. Quando uma partida termina, o que está na sua frente não é uma lista do que deu errado. É um motivo para jogar outra.

TOTAL EARNED e FARE no canto superior direito; combo de Crazy Graze! no canto inferior direito


Fontes: a sala de imprensa oficial da SEGA e a página da Steam; Famitsu; Denfaminicogamer; 4Gamer.net; Video Games Chronicle; Game Informer. As declarações de Kanno são traduzidas de entrevistas em japonês.