Role a bola, e tudo o que ela toca gruda nela. Tudo o que gruda a deixa maior, e quanto maior ela fica, mais partes do mundo consegue incorporar — as coisas que a empurraram para o lado há pouco acabam grudadas em sua lateral. Once Upon A KATAMARI chega ao Nintendo Switch 2 em 8 de outubro, levando o jogo a uma quinta plataforma cerca de um ano depois de ter sido lançado em outras quatro em outubro de 2025: Nintendo Switch, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Steam. O jogo traz texto e áudio em inglês.

Uma fase é concluída aos 1m80cm, ou com oito filósofos
Cada fase tem sua própria condição. No navio pirata, o objetivo é fazer o katamari crescer até 1m80cm antes que o cronômetro chegue a zero. A Grécia Antiga define uma meta baseada em conteúdo, e não em tamanho: recolha oito filósofos famosos, entre eles Sócrates e Pitágoras, e a fase é concluída.
O crescimento também pode regredir. Um katamari que, ainda pequeno demais para pegá-lo, se choca com algo — uma pessoa, um animal — ou é atingido por um deles, é jogado para trás e perde parte do que carregava. Boa parte do desafio é saber o que evitar até mais tarde.
Enrolar a coisa certa reescreve a fase. Enrole o polvo no navio pirata e um Kraken aparece; deixe-o em paz e um navio fantasma chega em seu lugar. Depois que o navio afunda, o cenário muda completamente e a rolagem continua no fundo do mar. Uma fase, dois caminhos possíveis.
As fases saltam no tempo: uma cidade-castelo no Japão do período Edo, a era do gelo, a Grécia Antiga, a era dos piratas, os dias atuais. As eras não são apenas cenário. Condições de vitória e momentos especiais estão ligados a elas, e os oito filósofos são um exemplo. Um novo item de apoio, o Magnet, atrai objetos próximos para a bola.

A equipe de som de Katamari escreveu as músicas, e cantores externos as interpretam
As músicas são novas. O produtor Ryo Ishida, da Bandai Namco Entertainment, que também trabalhou em KLONOA Phantasy Reverie Series, afirmou que o Katamari Damacy Series SOUND TEAM escreveu e compôs todas elas, e que cantores foram trazidos de fora para interpretá-las. A composição ficou por conta da própria equipe; só as vozes vieram de fora. Entre os intérpretes citados estão Shigeru Matsuzaki, Masashi Sada e Saki Hanami, do THE IDOLM@STER Gakuen, que canta “Katamari on the Doun”. Ishida afirmou que todos os artistas procurados pela equipe aceitaram participar, e foi assim que esse time se formou.

O estúdio por trás do jogo é quase tão novo quanto ele
A série foi criada por Keita Takahashi. A desenvolvedora creditada na página da loja de Once Upon A KATAMARI é outra empresa: a RENGAME, sediada em Osaka. Ela foi fundada em maio de 2024, o que a torna quase tão nova quanto o jogo que desenvolveu, e seu próprio site descreve um núcleo de ex-funcionários da SNK ao qual se somam especialistas experientes. A Bandai Namco Entertainment é a publicadora.
Passar a série para uma equipe nova exigiu primeiro definir o que a série é. Durante o planejamento, Ishida e seus colegas se reuniram com funcionários que conheciam bem Katamari, e da discussão interna sobre o que faz um jogo de Katamari ser um jogo de Katamari veio a ambientação: o passado.
Ishida afirmou que a parte difícil nunca foi o que adicionar, e sim identificar o que não podia ser tocado. Rolar, pegar, crescer — mexer no prazer que está na base disso, segundo ele, vira ruído para o jogador que veio para jogar Katamari. Os controles foram mantidos como eram. Os itens seguem o mesmo princípio: um apoio para que rolar seja mais gostoso, não um requisito para concluir uma fase, e um caminho para uma pontuação e um rank mais altos para quem quiser. As ramificações da história, segundo ele, existem para dar aos jogadores um motivo para jogar uma segunda vez. Também houve trabalho no hub onde as fases são escolhidas, com o objetivo de torná-lo um lugar que vale a pena explorar.
Um novo jogo para consoles domésticos não era lançado desde Touch My Katamari, em 2011 — catorze anos. Ishida citou o volume de mensagens de jogadores dizendo que esperavam por outro jogo e a boa recepção dos remasters como os fatores que levaram o projeto a ser considerado.

No Switch 2, as novidades são mais velocidade e o uso do mouse
A versão para Switch 2 chega como atualização gratuita, e as diferenças são principalmente de desempenho: taxa de quadros de até 60fps e resolução de saída de até 4K (3840×2160) no modo TV. Ela também aceita controle por mouse, com uma limitação explícita — o controle por mouse não pode ser usado durante o modo online.
8 de outubro também traz um novo DLC, Rolling LIVE Highlights, que não é exclusivo do Switch 2 e chega a várias plataformas. Nele estão dez missões trazidas de Katamari Damacy Rolling LIVE, seis novos Cousins, vários acessórios e várias músicas novas. Desde o lançamento, o jogo já recebeu o DLC pago Katamari Damacy Series Neo Remixes, entregue em duas levas, e uma atualização gratuita que adicionou um conjunto de três acessórios de DJ.
Novo hardware, um novo dispositivo de entrada, músicas novas. Rolar, pegar, crescer — com um mouse na mão, a primeira coisa que suas mãos aprendem é o que elas já sabiam.
Fontes: o site oficial de Once Upon A KATAMARI e sua página do Nintendo Switch 2 (Bandai Namco Entertainment); o site institucional da RENGAME; Famitsu; GAME Watch; 4Gamer.net; gamebiz; Steam. As declarações de Ishida são traduzidas de entrevistas em japonês.
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