A máquina do tempo ainda não está pronta, e ainda não há como enviar um e-mail que mude o passado. Quando Rintaro Okabe corre até o laboratório atrás de ajuda, os próprios membros do laboratório o recebem com olhares hostis. Essa ramificação da história, a Gamma (γ) worldline, não existia no STEINS;GATE de 2009. STEINS;GATE RE:BOOT, o remake daquele jogo, a traz junto com um final inédito.

As versões para Nintendo Switch 2, Nintendo Switch, PlayStation 5 e Xbox Series X|S chegam em 29 de outubro, e a versão para Steam está disponível desde agosto. O texto na tela está disponível em inglês, e as vozes são em japonês.

A arte e o som também foram refeitos. Personagens, cenários e ilustrações de evento (as imagens em tela cheia que aparecem em momentos importantes da história) foram todos redesenhados desde a etapa do lineart. Há cerca do dobro de ilustrações do original e cerca de 1,2 vez a quantidade de cenários. As vozes em japonês foram regravadas do começo ao fim, e todas as músicas foram refeitas. O tema de abertura é a mesma música do original.

Okabe no laboratório

Quando o telefone toca, você atende ou ignora?

RE:BOOT é uma aventura para um jogador, com duração estimada de 30 a 50 horas. Os pontos de ramificação nunca aparecem na tela como uma lista de escolhas. Quando uma ligação ou mensagem chega ao celular do jogo, é você quem usa o aparelho e decide se vai atender, responder ou ignorar. O que você faz muda o que acontece em seguida e o final a que você chega. O nome oficial desse sistema é Phone Trigger System.

O telefone é de Okabe, um estudante universitário que comanda, em Akihabara, um clube de invenções chamado Future Gadget Laboratory. A invenção mais recente do clube acaba sendo, por acidente, um aparelho capaz de enviar e-mails ao passado. Na história, essas mensagens que mudam o passado são chamadas de D-Mails.

Dá para jogar sem conhecer o original? Quem escreveu o roteiro diz que RE:BOOT acabou parecendo uma experiência nova tanto para quem nunca jogou o original ou só assistiu ao anime quanto para os fãs que o conhecem de trás para a frente.

Cenário de Akihabara

O que foi redesenhado e o que foi mantido?

huke, responsável pelo design dos personagens, desenhou todos do zero, inclusive o elenco de apoio. Roupas e acessórios também ganharam designs novos, e um sistema chamado E-mote anima as expressões faciais e a respiração deles. Em entrevista, a produção diz que alguns planos mantêm de propósito a composição do original, mas a maioria das ilustrações tem composições diferentes e aparece em outros pontos da história.

Os cenários retratam a Akihabara de 2010. A equipe de desenvolvimento diz que recriou as ruas à mão, a partir de fotos tiradas durante duas viagens anteriores de pesquisa a Akihabara. Um cenário complexo levou cerca de uma semana, e até um simples levou um ou dois dias.

O roteiro foi construído sobre o de STEINS;GATE ELITE, a versão de 2018. O ritmo foi acelerado para facilitar a leitura, e foram escritos diálogos e narração novos. A produção diz que o desenvolvimento foi bem mais difícil do que o esperado, em parte por causa do suporte a vários idiomas.

Moeka

O que acontece em uma worldline onde Hououin Kyouma nunca nasce?

Okabe só é enviado à Gamma worldline depois de passar, repetidas vezes, por situações brutais. Nessa worldline, “Hououin Kyouma” nunca nasce. Okabe suja as mãos ao lado de Moeka Kiryu, uma das personagens do jogo original.

Segundo quem escreveu o roteiro, uma história alternativa sobre Moeka já havia sido contada antes, como um episódio independente em um drama CD (um drama lançado só em áudio). Desta vez, é um final oficial de Moeka que se ramifica da história principal. Com isso, diz, ficou uma história muito mais dura e densa do que a do drama CD. Também afirma que muitos fãs pediam havia muito tempo um final de Moeka.

Entre as ideias para uma rota nova, apareceu até uma piada sobre algo como um final de harém. Isso quebraria o clima do jogo, então a ideia foi descartada de imediato, dizem os desenvolvedores.

Cenário do laboratório

Dá para chegar ao final sem um detonado?

Segundo a produção, o STEINS;GATE original é muito difícil de terminar sem um detonado. Para RE:BOOT, a meta era trazer de volta esse mesmo nível de desafio.

Para compensar, RE:BOOT adiciona um sistema novo chamado Observer. Durante a partida, dá para abrir um fluxograma das worldlines que mostra como a história se ramifica. A produção diz que o Observer foi incluído como sistema de dicas, para que quem joga possa tentar terminar o jogo usando apenas informações do próprio jogo, e lembra que construí-lo foi incrivelmente difícil.

Mesmo quem conhece o original de trás para a frente vai percorrer pela primeira vez o caminho até a Gamma worldline. Com o fluxograma do jogo como guia, esse caminho parece ser daqueles que dá para encontrar por conta própria.

As edições de 29 de outubro e o jogo de 8 bits que vem com elas

A versão para Xbox Series X|S estava inicialmente prevista para 20 de agosto, a mesma data da versão para Steam, mas agora chega em 29 de outubro junto com os outros consoles. Edições físicas, incluindo uma edição SteelBook, vão sair para Switch 2, Switch e PS5. A Digital Deluxe Edition, vendida como download, acrescenta uma VISUAL COLLECTION digital, uma trilha sonora e um vídeo de show ao vivo com legendas em inglês.

No Switch 2, Switch, PS5 e Steam, a Digital Deluxe Edition também inclui STEINS;GATE Octet of Shifting Space, uma aventura em 8 bits que refaz a versão de PC de 2011 do original para parecer um jogo de computador dos anos 1980. Ele é jogado com teclado e aceita tanto o teclado virtual na tela quanto um teclado USB. Quem faz a pré-venda da versão Digital Standard para Switch ou Switch 2 na Nintendo eShop também o recebe, assim como quem compra o jogo principal na Steam até as 11h (horário do Pacífico, PT) de 30 de novembro.